quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O que fazer com as chapas de raio X?



    Depois que realizamos nossos exames radiológicos recebemos além do resultado as tão famosas chapas de raio X. O material base das chapas é o acetato, que no meio ambiente demora cerca de 100 anos para se decompor. Na composição dessas mesmas chapas está presente o nitrato de prata, que se descartado inadequadamente pode contaminar o solo.
    Infelizmente existem poucos postos que coletam essas chapas para serem aproveitadas sem causar sérios danos ao meio ambiente e a maioria da população as descartam no lixo comum ameaçando o meio ambiente.Com o objetivo de tornar o público conhecedor da importância  da reutilização ambiental através da reflexão e do contato o Espaço Ciência Viva criou um módulo que com o auxílio da arte desse um caminho para uma possível solução para a falta de alternativas quanto ao destino das chapas de raio X. Foi realizado portanto, um trabalho artístico acreditando ser de suma importância para o estímulo da sensibilidade.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Passo a passo da Oficina de Isogravura

A atividade de Isogravura


    A atividade é recomendada para públicos de todas as idades e é a criação de uma nova técnica chamada de isogravura (gravura em isopor) que consiste na utilização das bandejas de isopor no lugar da madeira (xilogravura) na produção de um tipo de gravura.
    A oficina possui duas principais etapas: gravação e impressão.

Gravação: 


1) Na primeira etapa criamos um desenho a ser gravado na bandeja de isopor. Essa gravação é feita com um lápis com a ponta bem afiada. É importante ressaltar que a placa não é furada, é feito apenas um pequeno relevo. 
2) Terminado, esse mesmo desenho precisa ser pintado com tinta guache para ser impresso, dando início a etapa de impressão. 










Impressão:


1) É feito uma espécie de carimbo com a placa de isopor pintada numa folha de papel ofício a fim registar a gravura feita. Outra atenção que precisamos ter é na hora de registrar algo escrito na obra. Vale lembrar que o resultado da impressão sai ao contrário do desenho da placa, ou seja, uma espécie de “espelhamento”.





Assista também o vídeo acima do passo a passo da atividade.

O que fazer com o isopor?

    O isopor, conhecido cientificamente pelo nome de poliestireno expandido (EPS), chega às nossas casas sob diversas formas: como componentes de embalagens para eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos, sob formas de bandejas que acompanham alimentos como carne, legumes e frios.
    Sua química consiste de dois elementos, o carbono e o hidrogênio, provando que sua composição está isenta de qualquer produto tóxico ou perigoso para o meio ambiente. Porém se jogado ao lixo leva segundo estimativas 150 anos para se decompor.
    Nos aterros sanitários, além de ocupar muito espaço a compactação causada pelos restos de isopor prejudica a decomposição de materiais biodegradáveis. Se jogado em rios e mares, as pelotas de isopor podem ser ingeridas por organismos marinhos podendo até mata-los.
    Essa composição (98% de ar e 2% de plástico) é um problema quando nos referimos à precária aceitação das maiorias das cooperativas e empresas do setor de reciclagem. Isso acontece porque o volume do isopor quando derretido cai para 10 % do que foi coletado. Sem contar do grande volume que ele ocupa, encarecendo seu transporte e consequentemente sua reciclagem.
    Por fim, se for queimado, o isopor libera gás carbônico contribuindo, portanto, para a poluição do ar e para o aquecimento global.
    Com base nessas informações, o Espaço Ciência Viva criou um módulo que com o auxílio da arte desse um caminho para uma possível solução para a falta de alternativas quanto ao destino do isopor. O objetivo é tornar o público conhecedor da importância da reutilização ambiental através da reflexão e do contato, realizando um trabalho artístico acreditando ser de suma importância para estimular a sensibilidade.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A subjetividade de um biólogo

  As imagens abaixo foram feitas pelo estudante de biologia Junior Paes no jardim do Espaço Ciência Viva, focando a fauna e a flora do ambiente. Mas será que se eu, estudante de arte, estivesse com essa câmera na mão tirando fotos do mesmo espaço que ele, ou até do mesmo indivíduo, a foto sairia igual? Obviamente que não! Embora essa conclusão passe despercebida, todos têm a absoluta certeza desta resposta.
  Com o surgimento da fotografia, em 1839, os grandes pintores da época, os chamados de verdadeiros artistas, perderam seus serviços sociais (desenhos de retratos, de vistas das cidades, de ilustrações), para os fotógrafos, surgindo várias teses contra esse novo meio mecânico. Com o tempo, a fotografia foi inovando e se impondo, e hoje não restam dúvidas que ela é sim um tipo de arte. Mas onde esta a arte se o meio a ser fotografado está pronto e não precisamos fazer nenhuma interferência artística?
  A arte nasce a partir dos sentimentos ou gosto pessoal. O fotógrafo manifesta suas inclinações e gosto na escolha dos temas, na disposição espacial, na iluminação, no enquadramento, no enfoque. Notem bem que as fotos foram feitas por um biólogo e mostram focos de acordo com seu gosto pessoal, de acordo com sua subjetividade, provando que ninguém pode criar fotos como as dele. Isso só tende a afirmar que em qualquer tipo de criação, seja pintura, escultura, gravura, e até na fotografia, a arte é pessoal e consequentemente única.









quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Onde está a Arte no “Caminhando no Coração?”

 Como disse nas postagens anteriores, o “Caminhando no Coração” foi o primeiro módulo implementado por nós, alunos de arte, no Espaço Ciência Viva. No início foi difícil analisar onde a arte estaria, e essa percepção só foi analisada depois de um longo período.
 Aparentemente a arte está nas ilustrações do tapete, demonstrando a pequena e grande circulação do sangue, mas será que é só isso? Será que a arte foi usada somente para dar uma visualização ampliada e “concreta” do sistema circulatório?
 A arte explora uma gama de sentidos, e conseqüentemente sentimentos. O corpo foi sem dúvida o elemento essencial para o módulo, que com a ajuda da ilustração estimulou os sentidos e gerou um sentimento, ou seja, um entendimento (do público) daquilo que estava fazendo parte, funcionando como alavanca para o mundo da ciência.

Corpo como instrumento artístico essencial para atingir o objetivo proposto